Archive for 01-07-2009

Esculturas na Areia-Algarve-Portugal




7º FESTIVAL INTERNACIONAL DE ESCULTURA EM AREIA – “DESCOBERTAS”
O FIESA, é uma mega exposição de escultura em areia que se realiza desde 2003 em
, no . O festival é único na Península Ibérica e é considerado o maior festival de escultura em areia do mundo pelo tamanho das suas esculturas e pela área por elas ocupada. Em cada nova edição a exposição é dedicada a um tema diferente.
Este ano uma equipa internacional composta por 60 escultores, especialistas em escultura em areia, transforma quinze mil metros quadrados de àrea e trinta e cinco mil toneladas de areia no
, com o tema DESCOBERTAS, proporcionando ao visitante uma viagem fascinante através do tempo e da história da evolução da Humanidade. As Descobertas desde os tempos da Pré-História, passando pela Idade Média e Moderna, até às grandes conquistas da actualidade através da ciência e da tecnologia.
O FIESA integra ainda uma dimensão lúdica com um espaço para realização de actividades de escultura em areia, onde diariamente, adultos, jovens e crianças podem experimentar e mostrar as suas capacidades criativas nesta forma de expressão artística.
Durante o dia as esculturas podem ser admiradas em todo o seu detalhe e nobreza, enquanto à noite, a iluminação transporta-nos para uma atmosfera mística, animada por espectáculos de música ao vivo, teatro, dança e artes performativas.

O Vôo da Gaivota.


(Nos Céus do Grande Espírito)
Gaivota amiga, voe livre!
É hora de voltar para casa.
Suas asas estão curadas.
O Grande Espírito abriu o portal: voe!
Fique tranqüila e olhe para cima.
O seu corpo ficou lá embaixo, na areia da praia.
A Mãe Terra o agasalhará.
Mas você continuará voando...Além do horizonte, muitas amigas a esperam.
É hora do reencontro.
Voe!Nos céus da Terra, muitas gaivotas sentirão saudade de você.
Mas, tudo tem seu tempo, e é hora de ir para outros céus...
Voe, amiga, mais alto do que nunca, para além do infinito...
Não se preocupe com nada, apenas voe!
Sim, apenas voe, voe, voe...

Gaivota.


Planície Alentejana.


Emerge a planície, num tom triste,
do ventre duma terra fecundada,
onde a esperança canta uma alvorada,
a cada homem do sul qu’inda resiste.

Amarro o meu olhar à terra calma,
lonjura dos espaços cor de trigo,terra raíz,
do sonho onde me abrigo,
da saudade que dói e fere a alma.

Ganham-me asas o sonho e a distância,
que vão desde o que sou, à minha infância,
prisioneiro eterno dos seus espaços,

E à planície que um dia me deu vida,
vou pedir que também me dê guarida,
quando voltar de vez para os seus braços.

Orlando Fernandes (Alentejo… e Outros Poemas)